_____Will estava de cabeça baixa, sentindo-se envergonhado.
_____- Edward... eu... me desculpe. Estava nervoso... Sou um tolo... fraco... inútil... - ele suspirou - me desculpe.
_____Ele juntou coragem para olhar na face de seu amigo felino. Edward retribuiu o olhar com intensidade.
_____- De nada adiantará culpar-se pelo que já foi dito. - O rabo do gato (mais limpo do que o de qualquer gato de madame) acariciou o rosto de Will e ele pareceu acalmar-se sob o olhar paternal e amigo do felino, vendo naquele pequeno gato preto o melhor dos conselheiros. - Se, por acaso, a polícia vier atrás de nós será necessário conversar com os policiais.
_____- Edward, eu... estava pensando em trocar a jóia por minha liberdade...
_____- Isso seria desonesto. - Will desviou o olhar, e não disse mais nada por algum tempo - De qualquer modo, você não a têm mais. - Will observou o gato com feições assustadas
_____- A... jóia? Mas... como?
_____- Parece que o seu amigo traficante decidiu furtá-la, para trocar por futilidades, provavelmente. Mas veja! Ele lhe pagou com inúmeros hematomas.
_____Silêncio.
_____- Eu sei. Você me avisou, eu não lhe dei ouvidos. Mas... esqueça isso, está bem? Me ajude, por favor. - O gato ainda fitou-o severamente por algum tempo, mas finalmente concordou.
_____- Como pretende pagar sua estadia no hotel?
_____Will provavelmente não pensara nisso antes, pois desabou, não mais sendo capaz de controlar seu desespero.
_____- Eu não quero ser um fugitivo! Só... só... - Ele estava prestes a chorar - Só quero ir para CASA! Eu... eu não tive a intenção de fazer mal... e... eu não fiz mal a ninguém!
_____- Eu sei Willian. Mas nada podemos fazer. Essa é a lei, não podemos mudá-la. Devemos segui-la, independentemente de nossa vontade.
_____- Mas... eu sou... não está certo... não é justo!
_____- Você entrou em um castelo sem permissão. Isso é invasão de propriedade.
_____- Eu não queria fazer mal a ninguém! Só queria informações sobre as Whosts!
_____- Willian, eu sei que não desejava fazer mal a ninguém, entretanto, não há como provar. - Ele fez breve pausa - Lembre-se do nosso castelo - Will gemeu, mas obedeceu - quando aquela senhora entrou nele. Ela só queria abrigo e era tão fraca que não faria mal a ninguém. Todavia, ela foi presa. Mesmo depois ser provada a sua inocência, diga-me: Foi tão pobre senhora liberta? - Will fitava o chão novamente, fez que "não" com a cabeça - Você sabe, por acaso, o motivo? - Will repetiu o gesto - Ao não ser pega pela guarda real, a senhora tornou-se, na visão do rei, sua humilhação. Então, ele decidiu deixá-la morrer na prisão.
_____- Ed - Agora Will falava em um tom de superioridade, como se explicasse algo óbvio ao felino - o que a corte pensaria de meu pai se ele deixasse qualquer um entrar em suas propriedades? Que honra teria um rei se não fosse devidamente respeitado? E respeito muitas vezes exige sacrifício!
_____Edward sentiu seu pelos eriçarem-se de leve, mas controlou seus instintos felinos. Ele tinha muito a dizer àquele garoto que tinha tanto a aprender, mas não desejando discutir com Will, somente disse:
_____- Então, Willian, se há justiça no destino da mulher, porque tu não deves também apodrecer na prisão?
_____Will arregalou os olhos para o gato, vendo-se diante de tão perturbadora verdade. Após necessário silêncio ele disse, em um sussurro:
_____- P... pois... eu sou um nobre! Não sou como uma ignorante qualquer de rua! Sou um PRÍNCIPE!
_____Edward sentiu-se decepcionado. Novamente, tinha muito a dizer; mas contentou-se em simplesmente olhar para o lado. Will seguiu o seu olhar. Deparou-se com um espelho. Fitou-o. Via um gato e um garoto ferido, sujo e usando roupas rasgadas e velhas. E então começou a chorar. O gato o acariciou com o rabo. Alguns minutos se passaram. O garoto então disse, em meio a soluços:
_____- Recuperarei minha honra Edward! Você verá! Meu pai terá o-orgulho de mim! - Ele ficou em silêncio e repentinamente se levantou - Vou andar um pouco... - O gato o fitava - Não se preocupe, tomarei cuidado. Não farei nada de errado. Tenho que pensar em algo... Também procure uma solução, se possível, por favor. - Ele suspirou - Precisamos achar uma solução. Para continuarmos a busca... Só assim poderei um dia voltar para casa! - E saiu.
_____O gato viu-se sozinho. Ficou lá algum tempo, observando através da janela as pessoas passando apressadas rua abaixo e os pássaros voando no céu azulado. Desejava algum dia ensinar para aquele principezinho mimado o verdadeiro significado de nobreza.
_____- Edward... eu... me desculpe. Estava nervoso... Sou um tolo... fraco... inútil... - ele suspirou - me desculpe.
_____Ele juntou coragem para olhar na face de seu amigo felino. Edward retribuiu o olhar com intensidade.
_____- De nada adiantará culpar-se pelo que já foi dito. - O rabo do gato (mais limpo do que o de qualquer gato de madame) acariciou o rosto de Will e ele pareceu acalmar-se sob o olhar paternal e amigo do felino, vendo naquele pequeno gato preto o melhor dos conselheiros. - Se, por acaso, a polícia vier atrás de nós será necessário conversar com os policiais.
_____- Edward, eu... estava pensando em trocar a jóia por minha liberdade...
_____- Isso seria desonesto. - Will desviou o olhar, e não disse mais nada por algum tempo - De qualquer modo, você não a têm mais. - Will observou o gato com feições assustadas
_____- A... jóia? Mas... como?
_____- Parece que o seu amigo traficante decidiu furtá-la, para trocar por futilidades, provavelmente. Mas veja! Ele lhe pagou com inúmeros hematomas.
_____Silêncio.
_____- Eu sei. Você me avisou, eu não lhe dei ouvidos. Mas... esqueça isso, está bem? Me ajude, por favor. - O gato ainda fitou-o severamente por algum tempo, mas finalmente concordou.
_____- Como pretende pagar sua estadia no hotel?
_____Will provavelmente não pensara nisso antes, pois desabou, não mais sendo capaz de controlar seu desespero.
_____- Eu não quero ser um fugitivo! Só... só... - Ele estava prestes a chorar - Só quero ir para CASA! Eu... eu não tive a intenção de fazer mal... e... eu não fiz mal a ninguém!
_____- Eu sei Willian. Mas nada podemos fazer. Essa é a lei, não podemos mudá-la. Devemos segui-la, independentemente de nossa vontade.
_____- Mas... eu sou... não está certo... não é justo!
_____- Você entrou em um castelo sem permissão. Isso é invasão de propriedade.
_____- Eu não queria fazer mal a ninguém! Só queria informações sobre as Whosts!
_____- Willian, eu sei que não desejava fazer mal a ninguém, entretanto, não há como provar. - Ele fez breve pausa - Lembre-se do nosso castelo - Will gemeu, mas obedeceu - quando aquela senhora entrou nele. Ela só queria abrigo e era tão fraca que não faria mal a ninguém. Todavia, ela foi presa. Mesmo depois ser provada a sua inocência, diga-me: Foi tão pobre senhora liberta? - Will fitava o chão novamente, fez que "não" com a cabeça - Você sabe, por acaso, o motivo? - Will repetiu o gesto - Ao não ser pega pela guarda real, a senhora tornou-se, na visão do rei, sua humilhação. Então, ele decidiu deixá-la morrer na prisão.
_____- Ed - Agora Will falava em um tom de superioridade, como se explicasse algo óbvio ao felino - o que a corte pensaria de meu pai se ele deixasse qualquer um entrar em suas propriedades? Que honra teria um rei se não fosse devidamente respeitado? E respeito muitas vezes exige sacrifício!
_____Edward sentiu seu pelos eriçarem-se de leve, mas controlou seus instintos felinos. Ele tinha muito a dizer àquele garoto que tinha tanto a aprender, mas não desejando discutir com Will, somente disse:
_____- Então, Willian, se há justiça no destino da mulher, porque tu não deves também apodrecer na prisão?
_____Will arregalou os olhos para o gato, vendo-se diante de tão perturbadora verdade. Após necessário silêncio ele disse, em um sussurro:
_____- P... pois... eu sou um nobre! Não sou como uma ignorante qualquer de rua! Sou um PRÍNCIPE!
_____Edward sentiu-se decepcionado. Novamente, tinha muito a dizer; mas contentou-se em simplesmente olhar para o lado. Will seguiu o seu olhar. Deparou-se com um espelho. Fitou-o. Via um gato e um garoto ferido, sujo e usando roupas rasgadas e velhas. E então começou a chorar. O gato o acariciou com o rabo. Alguns minutos se passaram. O garoto então disse, em meio a soluços:
_____- Recuperarei minha honra Edward! Você verá! Meu pai terá o-orgulho de mim! - Ele ficou em silêncio e repentinamente se levantou - Vou andar um pouco... - O gato o fitava - Não se preocupe, tomarei cuidado. Não farei nada de errado. Tenho que pensar em algo... Também procure uma solução, se possível, por favor. - Ele suspirou - Precisamos achar uma solução. Para continuarmos a busca... Só assim poderei um dia voltar para casa! - E saiu.
_____O gato viu-se sozinho. Ficou lá algum tempo, observando através da janela as pessoas passando apressadas rua abaixo e os pássaros voando no céu azulado. Desejava algum dia ensinar para aquele principezinho mimado o verdadeiro significado de nobreza.
0 comentários:
Postar um comentário